Curso tecnológico forma mais rápido

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Modalidade cresce rapidamente, com mais oferta de cursos gratuitos em instituições federais

Com foco no mercado de trabalho, os cursos superiores de tecnologia cresceram nos últimos anos em ritmo acelerado, assim como a economia do país. Responsáveis por grande parte das vagas oferecidas no Sisu – sistema do Ministério da Educação que usa a nota do Enem –, os institutos federais estão distribuídos por todos os estados, e alguns têm até mais de um.

Dados de 2008 do Censo da Educação Superior, do MEC, mostram que o número de cursos de tecnologia nos institutos, que eram conhecidos como Cefets, cresceu 135% em seis anos – de 146, em 2002, para 343, em 2008. No Paraná, o antigo Cefet virou a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), mas em 2008 também foi criado o Instituto Federal do Paraná (IFPR).

Um dos motivos do crescimento é que a possibilidade de formar profissionais especializados mais rápido. Em média, os tecnológicos duram de 2 a 3 anos, enquanto os bacharelados podem chegar a 5. “Parte do mercado de trabalho não pode esperar tanto tempo [por um bacharel], e os tecnólogos têm uma formação tão qualificada quanto os bacharéis, só que mais específica’’, afirma o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco. O projeto de expansão dos institutos federais também faz parte de uma política do governo Lula, que pretende oferecer ensino superior gratuito nas cidades do interior. Outro objetivo é criar cursos que possam suprir necessidades regionais do mercado.

Muitos dos cursos tecnológicos são considerados inovadores por especialistas, por atenderem rapidamente a necessidades da economia. “A importância desses cursos deve ser ainda maior com eventos como Jogos Olímpicos e Copa do Mundo, que precisam de profissionais especializados em pouco tempo’’, diz Carlos Monteiro, consultor de ensino superior.

Uma das dificuldades dos institutos é mostrar que os cursos de tecnologia são de ensino superior, e não de nível médio, como os técnicos. “O tecnólogo não é um técnico melhorado. Este é um curso superior, e quem sai dele pode fazer mestrado e doutorado”, diz Consuelo Sielski Santos, reitora do instituto de Santa Catarina.

Fonte Gazeta do Povo
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